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14/09/2017 11h59 - Atualizado em 14/09/2017 13h01

Bombeiros aumentam atendimentos na fase mais severa da estação seca

Augusto Pereira | CBMMT


Até a primeira semana de setembro o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso registrava seis incêndios florestais em Unidades de Conservação no estado. Nesta quarta-feira (13/09) são três os incêndios ocorrendo dentro de UCs em Mato Grosso. A redução se dá pelo trabalho dos soldados do fogo.

 

A taxa de aumento no número de focos de calor no Brasil chegou a 20% de janeiro a 10 de setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mato Grosso conseguia manter uma redução de 20% no número de focos de calor, até 15 dias atrás. Mas a permanência da massa de ar seco no Centro Oeste, aliada ao comportamento irresponsável de alguns indivíduos mudou esse número. O estado apresenta agora um aumento de 0,8% na quantidade de focos de calor registrados.

 

Esses fatores aumentaram sensivelmente a quantidade de chamados ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). As ocorrências chegam ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, por meio do telefone 193, relatando incêndios urbanos e rurais. O Coronel BM César Viana de Brum, Comandante Geral Adjunto do CBMMT, ressalta que “a maioria da população é sensível ao problema e colabora com medidas preventivas, fazendo denúncias e registros de ocorrências”.

 

Geralmente, o Ciosp recebe mais de uma ligação para a mesma ocorrência, o que demonstra a vigilância da população na proteção do meio ambiente. Na primeira semana de setembro houveram muitos chamados para os incêndios na região da Chapada dos Guimarães que atingiram o Parque Nacional (de responsabilidade federal – ICMBio) e a Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada dos Guimarães (estadual).

 

Situação dos incêndios

A Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada dos Guimarães é um dos incêndios florestais ativos e em situação de combate na data de hoje. No início de agosto, um incêndio queimou cerca de 4 mil hectares na APA da Chapada dos Guimarães, o que está em andamento atingiu 326 ha, somando aproximadamente 1.500 ha queimados dos 251 mil hectares da UC.

 

Entre Nobres e Santa Rita do Trivelato encontra-se a APA Cabeceiras do Rio Cuiabá com 461 mil hectares. O maior efetivo do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) está concentrado nessa UC que já teve 25 mil hectares queimados. Dois servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), 18 bombeiros, 3 viaturas Auto Rápido Florestal e uma aeronave de combate estão empregados no combate deste incêndio que teve início no dia 1º de setembro e ainda não foi controlado.

 

Na Estação Ecológica do Rio Ronuro, no município de Nova Ubiratã, o incêndio foi controlado na terça e espera-se a extinção total até esta quarta (13/09). O Tenente-coronel BM Paulo Barroso, comandante do BEA, destaca que as parcerias com as prefeituras, na criação de brigadas mistas, evitaram que o estado apresentasse números tão dramáticos quanto os do Brasil.

 

Nesta Temporada de Resposta a Incêndios Florestais foram registradas ocorrências nas UCs Parque Estadual Gruta da Lagoa Azul, PE Serra de Ricardo Franco, APA Nascentes do Paraguai, PE do Araguaia, RPPN do Sesc Pantanal, APA Nascentes do Rio Paraguai, Estação Ecológica Rio Ronuro. “São 1680 incêndios florestais registrados pelo BEA desde janeiro, destes 582 foram atendidos, isso corresponde a 35% do total. Nas áreas urbanas foram 827 incêndios em terrenos urbanos”, afirma o TC BM Barroso.

 

O período de maior ocorrência de incêndios florestais em Mato Grosso é de julho a outubro, por isso, é uma política já tradicional do Governo do Estado de Mato Grosso o decreto que proíbe o uso do fogo em áreas rurais de julho até o final de setembro, com possibilidade de prorrogação com a permanência das condições climáticas.