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08/10/2017 12h24 - Atualizado em 10/10/2017 18h04

Países das Américas aprovam estratégia para aprimorar profissionais de saúde

OMS


Uma nova estratégia aprovada na quinta-feira (28) pela 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana, promovida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), tem como objetivo orientar as políticas nacionais de recursos humanos para a saúde nos países das Américas.

 

O intuito é cobrir a escassez de profissionais de saúde, melhorar sua distribuição geográfica e aprimorar suas habilidades para alcançar a saúde universal e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

 

De acordo com as estimativas mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a região precisa de quase 800 mil trabalhadores de saúde a mais para atender às necessidades essenciais de saúde das pessoas, oferecendo uma gama ampla de serviços e cuidados de saúde integrados com foco nas pessoas.

 

"Nas últimas décadas, os países da região reduziram profundos desequilíbrios em relação à força de trabalho de saúde e melhoraram a provisão e disponibilidade de profissionais no primeiro nível de cuidados", enfatizou a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne.

 

No entanto, ela acrescentou que "as desigualdades permanecem quanto à disponibilidade, distribuição e qualidade dos trabalhadores".

 

As causas da escassez incluem a retenção limitada de profissionais de saúde em áreas rurais e subatendidas, altas taxas de mobilidade e migração, condições de trabalho precárias e falta de trabalhadores culturalmente sensíveis, com treinamento adequado, às necessidades de saúde da população.

 

"Se quisermos alcançar os ODS, particularmente a cobertura universal de saúde, devemos ter os profissionais de saúde adequados nos lugares onde as pessoas necessitam deles", disse Etienne.

 

A "Estratégia sobre Recursos Humanos para o Acesso Universal à Saúde e Cobertura Universal de Saúde" (clique aqui para o documento em inglês) estabelece três linhas de ação: fortalecimento e consolidação da governança e liderança em recursos humanos para a saúde; desenvolvimento de condições e capacidades em recursos humanos para expandir o acesso à saúde e a cobertura de saúde e acesso à saúde com equidade e qualidade; parceria com o setor educacional para responder às necessidades dos sistemas de saúde em transformação para o acesso universal à saúde e cobertura universal de saúde.

 

O documento insta os países a aumentar a despesa pública e a eficiência financeira para elevar a disponibilidade e retenção dos profissionais de saúde, desenvolver sistemas de informação sobre recursos humanos para a saúde, com vistas a fortalecer o planejamento estratégico e prever as necessidades atuais e futuras, bem como promover o desenvolvimento de equipes interprofissionais nas redes de serviços de saúde.

 

Além disso, a estratégia defende a transformação da educação profissional em saúde para incluir os princípios de missão social, incorporar uma perspectiva de saúde pública e uma abordagem de determinantes sociais; alinhar o treinamento de recursos humanos com as necessidades atuais e futuras do sistema de saúde; e aumentar as posições na saúde familiar e comunitária e nas especialidades básicas, entre outras ações.